terça-feira, 27 de maio de 2008

Desconstrução

"Sábado"

Naquela manhã de sábado
Abri a janela do quarto,
Deixei entrar os raios de sol
E fiquei a observá-los durante horas...
Dei por mim a olhar para o céu
No meio de um silêncio profundo
A ouvir o som de cada palavra calada,
Em busca de uma luz.
Senti-me como um raio de sol
Atravessando as nuvens.
Desejei poder voar e tocá-las,
Deitar-me nelas e esquecer tudo.
Fechei os olhos e deixei-me levar.
Procurei por ti no meio da multidão
E encontrei-te a flutuar no silêncio.
Num silêncio escuro e frio
Como a saudade.

Naquela manhã de sol
Abri a porta do céu,
Deixei entrar o silêncio
E fiquei a voar durante horas...
Dei por mim a olhar para a multidão,
No meio de uma nuvem profunda,
A procurar por um raio de sol.
Senti-me como uma luz
Atravessando a saudade.
Desejei esquecê-la!
Fechei o quarto e deixei-me levar.
Flutuei no escuro e encontrei-te
No sábado frio.

Naquela manhã de luz
Abri a janela do céu,
Deixei entrar o sábado
E observei-o das nuvens.
Dei por mim a olhar para as horas
No meio da multidão profunda,
Ouvindo o som do silêncio,
Em busca de um raio de sol.
Senti-me como a saudade
A atravessar o silêncio.
Desejei esquecê-la!
Toquei-te e fechei os olhos,
Deixando-me levar pela multidão.
Flutuei no silêncio escuro e frio...
Como o sábado!

Fernandes
(Escrito em Fevereiro de 2007)

1 comentário:

Anónimo disse...

hAhahahah valeu a pena o 18!!!

Não gosto nada de poemas...não percebo pivias...ahahahah


veijos*